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Sedação consciente com Óxido Nitroso

Postado por Victor Castilho terça-feira, 30 de novembro de 2010 1 comentários

Várias técnicas de sedação são utilizadas nos dias atuais na odontologia. Vários também são os motivos para o emprego destas técnicas e as mais comuns são o controle do medo e da ansiedade e pacientes com comprometimento médico (distúrbios mentais, paralisia cerebral, etc.).
As técnicas de sedação mais conhecidas e utilizadas em odontologia são a anestesia geral, utilização de fármacos e a utilização do óxido nitroso, esta última ainda é pouco utilizada nos consultórios brasileiros por alguns motivos, entre eles a pouca ou nenhuma difusão da técnica tanto para alunos de odontologia quanto para os pacientes, o valor elevado do equipamento e sua manutenção e a desconfiança que as pessoas ainda tem dessa técnica

.
A sedação com óxido nitroso tem a vantagem de o paciente não precisar ingerir nenhuma medicação e também de ser mais barato que a anestesia geral, algumas outras vantagens muito significativas dessa técnica são:

  • O fato do gás ter um curto período latente,
  • Ser facilmente eliminado
  • Poder ter sua concentração alterada durante o procedimento,
  • Poder ser utilizado por minutos ou horas,
  • Permitir ao paciente realizar atividades normais após o procedimento,
  • Não necessitar de injeção,
  • Não trazer efeitos colaterais no fígado, rim, coração, cérebro ou sistema respiratório.


Devemos deixar bem claro que a sedação não substitui a utilização da anestesia no consultório. As contra indicações são:


  • Não deve ser utilizado por pacientes com obstruções das vias aéreas superiores (infecção respiratória, aumento das amígdalas e/ou adenóides)
  • pacientes psicóticos ou que fazem uso de drogas psicotrópicas.
  • Pacientes com problemas comportamentais severos.
  • Pacientes no primeiro trimestre de gravidez e doenças pulmonares crônicas (enfisema ou bronquite severas).
Existem algumas desvantagens dessa técnica também; é necessário um certo grau de cooperação do paciente, a exposição crônica ao gás pode trazer danos ao profissional e pelo fato do gás não ser um agente potente (como medicamentos ou anestesia geral) ele falha em 3 a 5% dos casos.

O óxido nitroso proporciona duas sensações aos pacientes, a primeira é a sedação consciente que nada mais é do que a depressão mínima do nível de consciência, mantendo a habilidade do paciente de independentemente e continuamente respirar e responder a estímulos físicos ou verbais, a outra sensação é a analgesia, que é a diminuição da dor do paciente devido a depressão do córtex cerebral. Essas sensações eliminam o medo, a dor e a ansiedade, facilitando a cooperação de pacientes que normalmente não cooperam com o profissional.
A técnica de sedação é muito simples, sendo o equipamento: dois cilindros (O2 e N2O), válvulas redutoras e reguladoras dos gases, manômetros, fluxômetros, balões reservatórios, tubos e traquéias condutoras e a máscara nasal. Durante todo o procedimento são checados os sinais vitais do paciente e aspecto dos olhos e face do paciente. A sedação é uma técnica muito simples, porém algumas complicações podem ocorrer, sedação inadequada ou incompleta em pacientes emocionalmente instáveis, com personalidade autoritária, que fazem uso de drogas ou extremamente fóbicos e náusea e vômito (menos que 0,5% dos casos).

Dentição..

Postado por Victor Castilho sexta-feira, 19 de novembro de 2010 1 comentários

Dentição decidual (de leite)
imagem de esquelética- Os incisivos centrais inferiores são os primeiros dentes de leite a aparecer na boca por volta dos 6 meses. São seguidos mais ou menos um mês mais tarde pelos incisivos centrais superiores. Passam então cerca de 2 meses até ao surgimento dos incisivos laterais superiores. Os incisivos laterais inferiores emergem um pouco antes dos laterais superiores. Regra geral, os dentes inferiores precedem os superiores, e os dentes em ambas as arcadas (maxilar superior e mandíbula), aparecem aos pares, um esquerdo e um direito. Com a idade de 1 ano ou mais tarde, erupcionam os primeiros molares de leite. Os caninos deciduais aparecem por volta dos 16 meses. Por último surgem os segundos molares. Quando a criança atinge os 2 ou 2 anos e meio de idade, é de esperar que todos os dentes de leite estejam já em uso.

diagrama de dentes de leiteRepetindo, a ordem usual na erupção dos dentes deciduais na boca é a seguinte:
1. incisivos centrais
2. incisivos laterais
3. primeiros molares
4. caninos
5. segundos molares
Os dentes mandibulares normalmente precedem os do maxilar superior na sua ordem de surgimento. Quando completa, a dentição decidual é composta por 20 dentes (10 superiores e 10 inferiores).

Por altura dos 5 anos de idade o crescimento das arcadas dentárias é manifesto por alguma separação dos dentes deciduais. Uma ideia ainda bastante comum é a de que a dentição decidual não é para levar a sério uma vez que será perdida numa idade ainda muito nova para dar lugar aos dentes permanentes. Muitos por isso pensam que como é uma dentição que será substituída, qualquer dano ou perda prematura, não é importante. Isto é uma visão errada e tem prejudicado o desenvolvimento dental das crianças. Possivelmente porque têm sido chamados de "dentes de leite" ou "dentes de bebé", o leigo tende a pensar nos dentes deciduais como sendo temporários. Simplesmente não é este o caso. Todos os dentes deciduais podem estar em uso dos dois aos sete anos, ou seja 5 anos no total. Alguns dos dentes deciduais estão em uso desde os seis meses até aos doze anos, 11 anos e meio ao todo.

Importante: a perda prematura dos dentes deciduais, ou de leite, ou primários (também são assim chamados), é considerada hoje em dia como um dos factores de origem e desenvolvimento de uma articulação anormal dos dentes permanentes ou definitivos. (voltar acima)

Dentição permanente (definitiva)
- Os primeiros dentes da dentição permanente a emergir na boca são os primeiros molares. Eles fazem a sua aparição imediatamente atrás dos segundos molares deciduais, na idade dos 6 anos. Como consequência são frequentemente chamados de "os molares dos 6 anos". São muito maiores que qualquer dente decidual e não podem fazer a sua entrada antes que o desenvolvimento da mandíbula atinja um estádio que permita suficiente espaço. É um dente que escapa por vezes a ser notado porque não é precedido pela queda de nenhum dente decidual uma vez que nasce num espaço onde não havia dente algum.

diagrama dos dentes definitivos superioresdiagrama dos dentes definitivos inferioresO segundo dente permanente a tomar o seu lugar na arcada é o incisivo central inferior, que aparece quando a criança tem entre os 6 e 7 anos de idade. Tal como na dentição decidual, os dentes permanentes inferiores tendem a preceder os do maxilar superior no processo de erupção.
Pouco tempo depois destes, surgem os incisivos laterais inferiores, por vezes simultaneamente com os centrais. A seguir vêem os incisivos centrais superiores e cerca de um ano mais tarde os incisivos laterais superiores. Os primeiros pré-molares seguem os laterais quando a criança está nos 10 anos de idade; os caninos inferiores aparecem muitas vezes ao mesmo tempo. Os segundos pré-molares surgem no ano seguinte e a seguir os caninos superiores. Normalmente, os segundos molares nascem quando o indivíduo atinge os 12 anos; situam-se posteriormente aos primeiros molares e são muitas vezes designados de "molares dos 12 anos".

Os terceiros molares (dentes do siso) não surgem antes dos 17 anos ou até mais tarde. É necessário um considerável crescimento da arcada após os 12 anos para permitir espaço a estes dentes. Os terceiros molares estão sujeitos a muitas anomalias e variações na forma. Muitas vezes estes dentes permanecem inclusos no osso durante anos. Uma forma de determinar se os terceiros molares estão ou não presentes é através de uma radiografia panorâmica. As pessoas que têm os terceiros molares devidamente desenvolvidos e alinhados são de facto uma minoria. Pensa-se até que é um dente com tendência a desaparecer com a evolução do ser humano. Normalmente quando um dente do siso dá problemas o(a) dentista não hesitará em extraí-lo.

esquema com dente do siso inclusoResumindo, a ordem normal na qual os dentes permanentes fazem a sua erupção é a seguinte:

1. primeiros molares.
2. incisivos centrais e laterais inferiores.
3. incisivos centrais superiores.
4. incisivos laterais superiores.
5. caninos inferiores.
6. primeiros pré-molares.
7. segundos pré-molares.
8. caninos superiores.
9. segundos molares.
10.terceiros molares.

Uma dentição permanente completa é constituída por 32 dentes (16 superiores e 16 inferiores).
(voltar acima)

Composição do dente
diagrama dos dentes definitivos inferiores- Na composição de um dente entram quatro materiais diferentes: o esmalte, a dentina, o cimento e a polpa.
A parte externa da coroa do dente, isto é, a parte que emerge das gengivas, está coberta de esmalte que é a substância mais dura do organismo. O esmalte se for lascado, partido, gasto pela erosão ou atacado pela cárie, não se reconstitui e expõe a camada subjacente de dentina que é mais macia e solúvel ficando o dente com mais sensibilidade. A raiz do dente, ou seja, a parte localizada abaixo da gengiva, é revestida por uma camada fina de cimento que é um tecido vivo susceptível de crescer e se reconstituir. Logo abaixo do esmalte e do cimento fica a dentina que é uma substância semelhante ao osso. No interior da dentina existe uma cavidade central que é preenchida pela polpa, tecido mole que contém os nervos e os vasos sanguíneos.
Foto de incisivo central superiorOs dentes dividem-se em:
1. incisivos, situados na parte da frente, que têm um rebordo fino destinado a cortar os alimentos.
2. caninos, logo após os incisivos e com a função de dilacerar os alimentos demasiado duros para serem cortados.
3. os pré-molares e os molares cuja função é de triturar os alimentos.

Herpes simples

Postado por Victor Castilho sexta-feira, 12 de novembro de 2010 1 comentários

  Herpes

Herpes simplex é uma infecção virótica periódica, que possui dois tipos. O tipo I se espalha pelas secreções oral e respiratória, na área da cabeça (olhos, lábios e boca). O tipo II afeta principalmente a área genital, e o contágio é feito através de relações sexuais; é, portanto, uma DST (doença sexualmente transmissível). 
  •  Causas
  •  Sinais e sintomas
  •  Formas de contágio
  •  Prevenção
  •  Tratamento
  •  Herpes na gravidez
  •  Alimentação adequada

   Causas

O herpes é causado pelo hominis, um vírus transmitido pelo contato com a saliva, restos de fezes, urina, lesões na pele e secreções dos olhos. Depois da primeira infecção, a pessoa carrega o vírus permanentemente e fica vulnerável às infecções periódicas de herpes. Condições como:
  1.  febre
  2.  tensão
  3.  fadiga
  4.  menstruação
  5.  cigarro e bebidas alcoólicas em excesso
  6.  calor e resfriado
diminuem a resistência imunológica, o que pode ocasionar a manifestação da doença.

   Sinais e sintomas
Aproximadamente 85% de toda as infecções de herpes simplex não apresentam nenhum sintoma óbvio. Os sintomas são o aparecimento de bolhas, que podem se formar em qualquer parte da boca, especialmente na língua, gengivas e na parte interior das bochechas. Podem ocorrer o aumento da salivação, a perda do apetite e febre acima de 40.5°C. Geralmente, estes sintomas desaparecem entre 4 a 10 dias. É sempre aconselhável procurar o médico.


   Formas de contágio
 Beijo
Esta é uma das mais fáceis formas de contágio. Ainda que a pessoa não tenha alguma ferida aparente, pode ser portadora do vírus, logo, é possível que o outro seja infectado. Isso não quer dizer, porém, que o indivíduo contaminado através do beijo manifestará a doença.
 Objetos pessoais
Usar o mesmo copo, talher, toalha ou lençol que um indivíduo portador do vírus também pode provocar o contágio. A contaminação pode se dar em qualquer ambiente onde estiver um indivíduo portador do vírus.
 Sol
A radiação dos raios ultravioleta (UVA e UVB) bloqueia a ação das células de defesa e reduz a proteção imunológica.
   Prevenção

É possível prevenir-se da doença fortalecendo o sistema imunológico, evitando tomar muito sol e mantendo um estilo de vida saudável (menos stress, bebida alcoólica, cigarro).

Para proteger as outras pessoa do contágio, evite beijos e o uso das mesmas louças e/ou talheres.
 
   Tratamento

Em alguns casos, o tratamento antecipado pode ajudar: compressas de água fria, um analgésico via oral e compressas de gelo local podem fazer desaparecer os sintomas. Líquidos anestésicos para limpeza bucal (bochecho) podem reduzir a dor das feridas da boca, facilitando a alimentação e evitando a desidratação.

Para a infecção de herpes primária, o médico prescreve normalmente analgésicos, como a aspirina e o Tylenol, a fim de reduzir a febre e aliviar a dor.

Existem dois princípios ativos de remédios à venda no mercado, indicados nos casos da infecção do herpes simplex: o aciclovir, de nome comercial Zovirax, e a iodoxiuridina, que é mais barata, vendida com o nome Herpesine. O aciclovir é encontrado também na forma de comprimidos, mas essa apresentação farmacêutica é usada apenas em casos mais severos.

Há outra forma eficaz de tratamento, mas que deve ser autorizada pelo médico. Consiste em perfurar as bolhas com uma agulha esterilizada, limpar as feridas com água e sabão e depois aplicar uma fina camada de pomada que cubra toda a região afetada. Estes procedimentos devem ser seguidos até que as bolhas desapareçam.
   Herpes na gravidez

O vírus pode passar da mãe para o feto na gravidez, podendo causar o nascimento prematuro. No entanto, se a criança receber cuidados adequados e suplementos vitamínicos suficientes, assim como a mãe, poderá não manifestar a doença pelo menos durante a infância.

No caso de gestantes portadoras de herpes genital, os médicos preferem optar pelo parto cesárea, para que não haja contaminação na passagem pelo canal vaginal.
 Infecção em recém-nascidos

Os sintomas geralmente aparecem uma ou duas semanas após o nascimento. E variam de feridas na pele a infecções no fígado, pulmões ou cérebro. Outras complicações podem incluir ataques apoplécticos, retardamento mental, cegueira e músculos espasmódicos. Se for difundida, a infecção pode causar risco de vida.
 Infecção em crianças
A infecção na infância pode ser generalizada ou localizada. Aproximadamente 2 a 12 dias depois do contato com o vírus, começam febre, dor de garganta, vermelhidão e inchaço da pele. Depois de aparecerem os sintomas de formigamento e as feridas que coçam muito, surgem as bolhas em bases avermelhadas. Eventualmente, estas estouram e deixam uma úlcera dolorosa, seguida por uma crosta amarelada. Para tratar, proceda da mesma forma citada acima.

Cáries

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  1. Causas
  2. Fases do desenvolvimento da cárie
  3. Para que a cárie aconteça 
  4. Dicas importantes 

 Causas
A cárie dentária é infecciosa e é causada por bactérias que aderem aos dentes, formando uma fina camada chamada de placa bacteriana. Esta se alimenta principalmente do açúcar que ingerimos nos alimentos, e, se não for removida, se desenvolve próximo à gengiva. A placa bacteriana produz ácidos, que vão destruindo os dentes em um processo muito lento.


A cárie começa com a descalcificação da estrutura dentária, caracterizada primeiro por uma mancha branca e depois por um buraco. Este buraco pode se aprofundar se a cárie não for detida, até atingir a polpa e o nervo do dente, provocando inflamação e dor. Em fases mais avançadas, a cárie pode levar à perda do dente por sua destruição completa.


   Fases do desenvolvimento da cárie
A cárie se forma assim:
 placa bacteriana: fina camada que cresce com o consumo de alimentos, especialmente os que têm açúcar;

 cárie incipiente: também chamada de mancha branca, surge no início da cárie, antes do desenvolvimento do buraco. A cárie nesta fase pode ser remineralizada sem restauração; 
 cárie de esmalte: as bactérias produzem o ácido que dissolve o esmalte dos dentes, causando um pequeno buraco. Até esta fase, a cárie não provoca nenhuma dor;
 cárie de dentina: depois de ultrapassar o esmalte, que é bastante duro, a cárie atinge a dentina e começa a provocar dor;
 infecção pular/abscesso: esta é a fase final da cárie, que vai evoluindo até chegar à polpa do dente, provocando muita dor. Podem até surgir abscessos (bolsas de pus) no tecido ósseo, abaixo da raiz do dente. O tratamento apropriado para esta fase é o de canal.


   Para que a cárie aconteça
É preciso que exista:
 placa bacteriana; 

 açúcar, para que a placa bacteriana prolifere;
 dente pouco resistente.

Para se prevenir da cárie, além de retirar a placa bacteriana com uma boa técnica de escovação e o uso do fio dental, evite a ingestão freqüente de açúcar. O flúor é um grande aliado para fortalecer a superfície do dente (esmalte), protegendo-a contra os ataques ácidos da placa bacteriana, que podem provocar a cárie. Porém, só use-o com a recomendação do seu dentista.

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